Balões de festa misturados com serragem podem virar tapetes e até solados de sapato
- Por Álefe Viana
- Data: 20/08/2009
Nas festas de antigamente as crianças cuidavam
dos balões. "Era muito engraçado. Era uma briga pra levar balão pra casa,
né? Ninguém estourava, acho que durava, assim, uns três a quatro dias, uma
semana...", diz Viviane Viana, administradora de empresas.
Hoje é diferente. A diversão é "espocar". No fim da festa, o destino dos balões estourados é o lixo. Um desperdício porque cada um deles tem 95% de borracha pura.
A novidade é que num laboratório do sistema florestal brasileiro os pesquisadores estão reciclando os balões. Assim, nem parece, mas eles podem virar pisos, tapetes e até solados de sapatos.
O processo é simples e barato. Os balões são amassados por uma maquina e formam uma manta grossa.
“São passadas várias vezes pra formar uma manta, depois é adicionado a serragem da madeira”, explica Maria Eliete de Sousa, pesquisadora.
A serragem é outro ingrediente reciclado. Quando tudo está misturado, entram os produtos químicos que dão resistência à manta.
Em pouco tempo, a primeira etapa do processo está concluída. A peça é cortada e aquecida a 145 graus durante 15 minutos.
“Fica uma placa muito bonita, uma placa de balão, com pigmento próprio...”, mostra Pedro Paulo Penzuti, pesquisador.
É essa placa que pode ser usada pela indústria. “Ela não rompe em hipótese alguma”, afirma ele.
Em outro equipamento o teste final. Ele simula o desgaste da sola de um sapato. “Resistiu, como pode ver a peça ficou com um pedaço dela ainda sem ser, sem ser desgastado. Tá provado”, diz o pesquisador.
E o mais interessante é que com as cores dos balões dá pra fazer placas diferentes, matéria prima para a criatividade da indústria.
Fonte: Jornal Hoje
Hoje é diferente. A diversão é "espocar". No fim da festa, o destino dos balões estourados é o lixo. Um desperdício porque cada um deles tem 95% de borracha pura.
A novidade é que num laboratório do sistema florestal brasileiro os pesquisadores estão reciclando os balões. Assim, nem parece, mas eles podem virar pisos, tapetes e até solados de sapatos.
O processo é simples e barato. Os balões são amassados por uma maquina e formam uma manta grossa.
“São passadas várias vezes pra formar uma manta, depois é adicionado a serragem da madeira”, explica Maria Eliete de Sousa, pesquisadora.
A serragem é outro ingrediente reciclado. Quando tudo está misturado, entram os produtos químicos que dão resistência à manta.
Em pouco tempo, a primeira etapa do processo está concluída. A peça é cortada e aquecida a 145 graus durante 15 minutos.
“Fica uma placa muito bonita, uma placa de balão, com pigmento próprio...”, mostra Pedro Paulo Penzuti, pesquisador.
É essa placa que pode ser usada pela indústria. “Ela não rompe em hipótese alguma”, afirma ele.
Em outro equipamento o teste final. Ele simula o desgaste da sola de um sapato. “Resistiu, como pode ver a peça ficou com um pedaço dela ainda sem ser, sem ser desgastado. Tá provado”, diz o pesquisador.
E o mais interessante é que com as cores dos balões dá pra fazer placas diferentes, matéria prima para a criatividade da indústria.
Fonte: Jornal Hoje
