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BELÉM - Há cerca de duas décadas, Francisco Samonek, professor da Universidade Federal do Acre, combinou técnicas de saber popular com tecnologias de uso industrial e criou o couro vegetal ou a nova borracha da Amazônia a partir do látex extraído da seringueira. A descoberta foi levada a comunidades extrativistas acreanas, que passaram a contar com uma nova forma de renda, ajudando a conter o avanço dos desmatamentos e da agricultura intensiva na região.

A descoberta foi classificada como tecnologia social Encauchados de Vegetais da Amazônia e é desenvolvida pelo Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais Bolsas (Poloprobio), organização não governamental criada para disseminar a técnica junto a populações de terras indígenas e unidades de conservação e uso sustentável do solo.

Agraciada com reconhecimentos como o Prêmio Professor Samuel Benchimol, do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comercio (MDIC), em 2006, e o Prêmio da Fundação Banco do Brasil (2007), a tecnologia é de fácil transferência e com baixos custos de produção por não usar energia elétrica.A metodologia chegou ao município de São Francisco do Pará há dois anos. A região é rica em seringais. Samonek e sua esposa disseminaram a tecnologia social aos ribeirinhos.

No estande Empreendedorismo Étnico, na Feira do Empreendedor em Belém, os produtos em couro vegetal estão em exposição e fazem sucesso. Camisetas pintadas com desenhos indígenas a látex e peças de couro vegetal, como bolsas, porta-lápis ou papéis, embalagens para presentes e mochilas, agradam o público visitante.

“Esses produtos são feitos por 40 artesãos de São Francisco do Pará”, informa Daiane Dourado, da comunidade ribeirinha, presente no estande. Sobre os desenhos e grafismos indígenas, Daiane diz que eles são de domínio público, assim como os motivos da cerâmica marajoara. “Várias comunidades pintam motivos indígenas”, argumenta. Em Santarém, um novo grupo começa a ser estruturado e deve desenvolver produtos de couro vegetal em breve. “Onde houver terras, seringais e artesãos, a técnica do látex pode ser aplicada e gerar renda às comunidades”, justifica Daiane.

No momento, a tecnologia social da nova borracha da Amazônia é desenvolvida em 28 unidades produtivas implantadas nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia por 370 índios Kaxinawá, Shanenawa, Kaxarari e Apurinã e por 150 seringueiros que vivem em unidades de conservação, projetos de assentamento da agricultura familiar e reservas particulares.

Quinhentos e vinte postos de trabalho foram gerados e 20 novos produtos lançados. A agregação de valor no couro vegetal equivale a 25 vezes o da borracha fabricada pelo processo convencional, conforme material informativo do Projeto Encauchados de Vegetais da Amazônia do Poloprobio, apoiado pelo Sebrae, Petrobras, Financiadora de Projetos (Finep), Fundação Banco do Brasil e outras instituições parceiras.
 
Fonte: DCI - Diário Comércio Indústria / São Paulo - SP


De 2 a 6 de agosto, na Faculdade de Tecnologia (FT), o ‘III Amazonic Green Materials Meeting’ discute sustentabilidade de materiais, tecnologias limpas, novos paradigmas da ecologia e biodiesel.

O evento é promovido pelo Núcleo Interdisciplinar de Gestão Tecnológica de Materiais e Processos (Nutec) da FT, com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect).

No primeiro dia do encontro, 2, haverá credenciamento das 9h às 18h. No dia 3, a abertura ocorrerá das 9h às 10h25, e às 11h terão começarão as palestras. Mais tarde, às 18h, haverá uma apresentação cultural.

Nos dias 4 e 5 de agosto, o ciclo de palestras terá continuidade, além da mesa redonda intitulada Processos e Materiais Verdes na Amazônia. E no último dia de encontro, 6, serão discutidos temas como biodiesel e madeira como material renovável, com show de encerramento às 18h.

Estarão presentes no evento alguns pesquisadores como Pedro Fardim, PhD, Professor da Abo Akademy University, Finlândia, Especialista em Tecnologia de Fibras e Materiais Celulósicos. Lucian Lucia, PhD, Associate Professor, Department of Wood & Paper Science, NC State University. Francisco Rocco Lahr, Dr, Professor da USP - São Carlos, atuando na área de madeiras, estruturas de madeiras e produtos derivado de madeiras. Holmer Savastano, Dr, Professor da USP, atuando na área de fibras vegetais, construção civil e sustentabilidade.

Para mais informações sobre os palestrantes, entrar em contato com o Nutec: 8801-9570/ e-mail: nutec@ufam.edu.br

Fonte: Portal da Universidade Federal do Amazonas.

Na onda ecológica que busca alternativas ao uso da madeira, o bambu prensado surge como um ótimo substituto. O material já é encontrado em móveis, revestimentos de piso e parede, objetos decorativos e utilitários. Para eliminar seu aspecto rústico, a matéria-prima é cortada, laminada, prensada e tratada. Depois, ainda pode passar por um processo de carbonização ou envernização para escurecer. O resultado são peças de visual moderno, com design de linhas retas e até formas orgânicas.

Além de bonito, o bambu prensado também leva vantagem no quesito durabilidade: sua estrutura fibrosa o deixa rígido e estável, com resistência superior a madeiras consideradas nobres, como ipê e cabreúva. Outro ponto positivo é a disponibilidade do material na natureza: o vegetal tem crescimento rápido - cerca de quatro anos, do plantio ao corte -, enquanto as madeiras de lei demoram até um século para atingir a maturidade.

Na lista de arquitetos que já aderiram ao material está Thoni Litsz, que desenvolveu para a Inusittá uma linha de armários para quartos com acabamento em chapa de bambu prensado e detalhes em recouro - material que também é sustentável, pois usa 82% de couro reciclado, misturado a látex e óleos naturais. Batizada de “eco straight”, a coleção será lançada pelo arquiteto na mostra Morar Mais por Menos do Rio de Janeiro, que começa em 11 de agosto.

“O bambu prensado é um material que tende a ser a madeira maciça do futuro, porque serve para piso, móveis e até revestimentos de parede, e tem a mesma durabilidade da madeira convencional. Há três tipos de madeiras de bambu: uma amarelo claro, que é o bambu natural, retirado da natureza; a feita com bambu envelhecido, que é mais escura; e a que eu escolhi para usar em meus projetos, que mistura os dois e fica com uma nuance igualzinha a de uma madeira maciça, dando um ar bastante moderno”, diz Litsz.

O arquiteto complementa que o material é mais resistente a pragas, como o cupim:

“Ele é mais leve que a madeira e tem grande resistência contra pragas. Costumo inclusive usar em locais que já têm um histórico de cupim, para evitar reincidências.”

Fonte: http://www.zap.com.br/revista/imoveis

Genética, etnobotânica, taxonomia, coleções de plantas e políticas públicas voltadas a recuperação de áreas degradadas e ao patrimônio genético da biodiversidade vegetal brasileira são alguns dos temas que serão discutidos durante o 61º Congresso Nacional de Botânica. O evento, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), vai ocorrer no período de 5 a 10 de setembro, em Manaus.

Promovido pela Sociedade Brasileira de Botânica (SBB), o Congresso recebe apoio de instituições como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifam), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e Sistemas CF/Bio/CR/Bios.

As inscrições para participação nas atividades do congresso podem ser feitas através do sítio oficial do evento. A taxa de inscrição deve ser paga através de boleto bancário e o valor varia conforme a data de inscrição. No caso das inscrições para os mini-cursos, que necessitam de material especial, será cobrada uma taxa adicional específica para cada um deles.

Além do kit com o material produzido para o evento, o participante poderá acompanhar todas as palestras realizadas no Congresso e também terá direito a submissão de dois trabalhos com temas distintos para exposição durante o Congresso.

Acesse: http://www.61cnbot.com.br


Fonte: Agência Fapeam


A atividade madeireira é uma das alternativas para o desenvolvimento da Amazônia. Atualmente, cerca de 5% da população economicamente ativa da chamada Amazônia Legal (território que inclui todos os Estados da região Norte, além do Mato Grosso e parte do Estado do Maranhão) trabalha direta ou indiretamente com a atividade madeireira. Preocupado com esse mercado o Engenheiro Florestal do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Alexandre Nascimento de Almeida, desenvolveu a pesquisa intitulada “O grau de substituição de seis espécies da Amazônia no mercado internacional de madeira serrada", que propõe a troca de um tipo de madeira que já está sendo muito explorado como por exemplo o Mongo, por outra com características semelhantes. Nesta entrevista exclusiva para a Agência Fapeam,  Almeida explica como é feita a substituição das madeiras e fala sobre temas como a Floresta em pé
.



Agência Fapeam – Como é hoje a produção de madeira na Amazônia?

Alexandre Nascimento de Almeida - Estudos indicam que a maior parte da produção madeireira da região amazônica é considerada predatória ou oriunda de desmatamento e que, da produção dita sustentável, grande parte advém de planos de manejo deficientes. A falta de pessoal treinado e a não utilização de equipamentos adequados resultam em danos excessivamente altos à floresta.

 

Agência Fapeam - Qual a finalidade da sua pesquisa?

AA - A finalidade da pesquisa foi mostrar que o mercado internacional leva em consideração várias características na escolha de uma espécie, além de características físicas. Uma espécie escura pode ser uma boa substituta de uma clara para produzir caixotes, caso não seja um caixote com finalidade decorativa. Uma mesa de mogno pode ser uma boa substituta de uma mesa de Ipê, caso o fator motivador que leve a escolha seja o status de possuir uma mesa com madeira nobre.


Agência Fapeam - Como pode se dá a substituição do uso dessas madeiras, na prática?

AA - A substituição de madeiras se dá conforme a necessidade do mercado e as leis básicas de oferta e demanda. Se a oferta de uma madeira torna-se restrita por qualquer questão o seu preço sobe e os consumidores buscam novas substitutas. Caso não encontrem a madeira como substituta os consumidores procuram outros materiais, talvez que tragam maior poluição, não sejam renováveis e gastem maior energia para serem obtidos como ferro, alumínio etc.


Agência Fapeam - Quais os benefícios da substituição?

AA - Essa questão de beneficio depende de cada ponto de vista. Por exemplo, uma interferência governamental que busque restringir a exploração de uma espécie valiosa. Por um lado, alguém pode dizer que tal restrição foi ótima porque possibilitou a valorização de outras espécies pelo mercado o que pode contribuir para uma exploração mais diversificada. Por outro, pode-se dizer que tal restrição pode levar a perda de mercado em outros países onde o comércio de determinada  espécie é menos restrito; que provoque a perda de espaço para outros materiais mais poluentes; ou ainda que a substituição contribui para inviabilizar o manejo florestal; etc. Enfim, o importante é conhecer como o mercado funciona antes de efetivar qualquer interferência.

 

Agência Fapeam - Fale sobre seu trabalho na área florestal?

AA - Meu trabalho se concentra principalmente no entendimento do mercado florestal. Não sou um especialista em temas referentes à Amazônia e minhas pesquisas tem-se concentrado em aspectos relacionados às florestas plantadas.


Agência Fapeam - Qual a importância da Floresta em pé?

AA - As Florestas possuem uma grande importância de ordem ecológica em relação a manutenção dos rios, regulação do clima, controle de erosões etc. A importância ecológica das florestas é tema para um livro. Além da importância ecológica interminável as florestas possuem uma importância econômica muito grande, pois fornecem matéria-prima para produção de papel, produtos madeireiros e não-madeireiros, energia renovável, biotecnologia, etc. Além dos produtos obtidos da floresta tem-se uma relevância econômica cada vez maior no que diz respeito ao ecoturismo e, principalmente, ao seu papel ambiental.


 


Agência Fapeam - Como o senhor vê a exploração ilegal de madeiras na região?

AA - Eu vejo como uma coisa natural e esperada considerando a atual situação da região. A região Amazônica carece de desenvolvimento, talvez seja a região mais pobre do país, só que incentivar o desenvolvimento na região enfrenta além, da carência de recursos, burocracia e corrupção, comum a outros Estados, enfrenta uma pressão ambiental certamente bem acima do normal. Desta forma a região acaba vivendo em uma situação de conflito entre extremos que não termina, tornando impossível qualquer planejamento e investimento de longo prazo em torno de um desenvolvimento sustentável. No fim das contas, quem vem pagando o pato é a floresta, por um desenvolvimento irracional. Estamos longe de alcançar o equilíbrio entre os três pilares da sustentabilidade: social, ambiental e econômico.

 

Agência Fapeam – A legislação ambiental funciona?

AA - O que temos é uma legislação ambientalmente boa para inglês vê, socialmente injusta e economicamente inviável. Deveria ser criada uma estrutura para que a indústria de base florestal defendesse a floresta e não idealistas ambientais descompromissados com o desenvolvimento e insensíveis com a realidade da população local. A indústria de base florestal é capaz de assumir a responsabilidade da geração de riqueza e empregos na região e não a pecuária e agricultura. Infelizmente, são os extremos que influenciam a legislação e possuem recursos, assim, descapitalizada e sem voz, fica difícil para a indústria de base florestal trabalhar de forma legal na região.

 


Fonte: Marcelo Vasconcelos – Agência Fapeam (fapeam.am.gov.br)


A madeira é um dos materiais de utilização mais antiga nas construções, foi utilizada por todo o mundo, quer nas civilizações primitivas, quer nas desenvolvidas, no oriente ou ocidente. Com a revolução industrial a Inglaterra, como grande potência impõe a arquitetura em metal. Com a invenção do betão armado os técnicos de nível superior concentraram esforços no estudo do novo material, desprezando a utilização da madeira.

O uso da madeira como constituinte principal da estrutura de edificações, não é posta em pé de igualdade com o betão ou com o metal, contudo tem se mostrado vantajosa, principalmente devido aos seguintes fatores:

1 – Durabilidade

Os arqueólogos estão constantemente a encontrar peças antigas ainda existentes em madeira tais como: sarcófagos, embarcações, esculturas, utensílios domésticos, armas, instrumentos musicais, elementos de construções, etc. Em Kyoto no Japão podemos encontrar templos milenares construídos com estrutura de madeira.



2 – Resistência ao ataque de xilófagos

As madeiras usadas em estruturas (Jatobá, etc.) apresentam elevada resistência ao ataque de organismos xilófagos. Estes só a atacam, quando as madeiras mostram sinais de apodrecimento.

3 – Segurança

A madeira não oxida. O metal quando é sujeito a altas temperaturas pela ocorrência de fogo deforma-se, perdendo a função estrutural. Naturalmente, se o ferro do betão armado não estiver com o recobrimento adequado, este também perde a função estrutural quando submetido a alta temperatura em caso de incêndio fogo. A madeira na natureza já desempenha uma função estrutural. Depois de serrada, quando utilizada como estrutura de uma edificação ela funciona como um elemento pré-moldado, de fácil montagem e que não passou pôr processos de fabricação que determinem sua resistência. O que determina a resistência da madeira é apenas a sua espécie.

4 – Manutenção

Pode-se evitar o apodrecimento precoce da madeira com alguns detalhes de projeto, tais como:

- Evitar pontos de condensação de água.

- Aplicar impermeabilizantes nos encaixes e nos apoios.

- Utilizar a madeira sempre 20 cm ou mais acima do solo.

- Deixar espaço livre entre o assoalho e o solo para ventilação.

- Deixar espaço livre entre o forro e a cobertura, também para ventilação.



5 – Economia de energia

Na construção da estrutura de um pavilhão com as mesmas dimensões utilizando como material estrutural: madeira, betão armado, ferro e alumínio. Comparando a energia despendida desde o fabrico dos materiais até o final da obra verifica-se que se gastou:

Madeira – 1 unidade

Betão armado – 6 unidades

Ferro – 16 unidades

Alumínio – 160 unidades

 Deve salientar que a madeira é produzida na natureza, não devendo está ser explorada de forma insustentável.

 6 – Comparação da mão-de-obra e equipamentos necessários para a construção de estruturas em Madeira e Betão armado

Madeira

Materiais – madeira, pregos, parafusos.

Mão-de-obra – carpinteiros

Equipamentos – Serra circular, furador, grampos

 

Materiais – cimento, madeira (descartável), pregos, parafusos, arame, areia, brita, água, acabamentos diversos.

Mão-de-obra – carpinteiros, armadores de ferro.

Equipamentos – serra circular, furador, tesoura de cortar ferro, chave de dobrar ferro, betoneira, vibrador, etc.

 

Fonte: http://madeiraestrutural.wordpress.com

A data será celebrada com evento da Universidade Federal de Viçosa. A expectativa é reunir mais de 300 engenheiros florestais

18/03/2010 - Para comemorar os 50 Anos da Engenharia Florestal no Brasil e ressaltar a importância dessa área para o país, bem como da profissão de engenheiro florestal, desde sua criação até os
dias atuais, o Departamento de Engenharia Florestal, da Universidade Federal de Viçosa (DEF/UFV), promoverá nos dias 29 e 30 de maio de 2010, um evento de caráter científico, com palestrantes/profissionais com atuação nas mais diversas áreas da Engenharia Florestal.

O evento, de abrangência nacional e com público estimado de 300 participantes, será realizado com a parceria de instituições vinculadas ao setor, como a Sociedade Mineira dos Engenheiros
Florestais (SMEF), a Sociedade Brasileira dos Engenheiros Florestais (SBEF) e a Sociedade de Investigações Florestais (SIF).

Ainda como objetivo, os organizadores destacam a abertura de discussão para avaliar as perspectivas para os novos profissionais, as novas tendências do desenvolvimento tecnológico
na área florestal, as contribuições do Engenheiro Florestal nas áreas de pesquisa, produção e proteção ambiental e a formação acadêmica.  Os temas propostos se estenderão também durante o período de realização da Semana Acadêmica de Engenharia Florestal de 2010, a saber de 31 de maio a 3 de junho, na própria UFV.

As comemorações serão realizadas no campus da UFV, e têm a seguinte programação:

Dia 24 a 30  de maio
Semana Acadêmica de Engenharia Florestal (palestras e minicursos)


Dia 29 de maio de 2010 (sábado) - 19h
Jantar de Gala em Comemoração aos 50 anos da
Engenharia Florestal no Brasil.
Local: Espaço Multiuso, Universidade Federal de Viçosa

Dia 30 de maio de 2010: (domingo) - 14 às 17h
Visita à Exposição e a 1ª Sede do Curso de Engenharia Florestal - Réplica
Plantio de 50 árvores/espécies florestais.
Local: Setor de Dendrologia do DEF/UFV

Dia 30 de maio de 2010: (domingo) - 19h
Entrega de Diploma "50 anos da Engenharia Florestal no Brasil"
Depoimento: Representante da primeira turma de Engenheiros Florestais
Local: Auditório do Departamento de Engenharia
Florestal - Edifício Reinaldo de Jesus Araújo

Palestras - Local: Auditório do Departamento de
Engenharia Florestal - Edifício Reinaldo de Jesus Araújo
O Passado e o Futuro da Engenharia Florestal no Brasil
Prof. Osvaldo Ferreira Valente

A Evolução da Cultura do Eucalipto no Brasil
Engº Florestal Edgar Campinhos
A Evolução da Política Florestal em MG e no Brasil
Eng° Florestal José Carlos Carvalho

Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de MG
Perspectivas da Profissão do Engenheiro Florestal no Brasil
Engº Florestal Renato Casagrande
Senador da República
A Engenharia Florestal na UFV
Prof. Luiz Cláudio Costa
Reitor da UFV

Descerramento de Placa  "50 anos de Engenharia Florestal no Brasil"
Local: Edifício Reinaldo de Jesus Araújo
Coquetel de Confraternização
Local: Auditório do Departamento de Engenharia
Florestal - Edifício Reinaldo de Jesus Araújo

Fonte: Celulose Online


O Congresso oferece a oportunidade de encontro entre técnicos nacionais e internacionais, além de promover o intercâmbio de conhecimento nas diversas áreas do setor de celulose e papel. O Congresso ainda possibilita o reconhecimento de novas tecnologias e soluções avançadas para inúmeros problemas.

A ABTCP promove anualmente o Congresso e a Exposição Internacional da indústria de celulose e papel, com destaque para pesquisas e tecnologias destinadas ao setor. Os eventos ocorrem simultaneamente no mês de outubro e apresenta aos congressistas e visitantes atualidades e novidades como suporte ao desenvolvimento tecnológico deste segmento. O Congresso e a Exposição Internacional da ABTCP representam um dos principais eventos do setor na América Latina, registrando uma média de visitação de 18 mil pessoas durante os quatro dias de realização.

Para mais informações acesse:

http://www.abtcp-tappi2010.org.br/
O Laboratório de Pesquisa Florestal, do Serviço Florestal Brasileiro - SFB, elaborou um sistema digital para facilitar a identificação das espécies de madeira comercializadas no Brasil. O sistema Madeiras Comerciais do Brasil catalogou 59 caracteres gerais e macroscópicos (cheiro, cor, anéis de crescimento, porosidade...) de 160 espécies de madeiras comercializadas no país.

Esses caracteres podem ser identificados a olho nu ou com o auxílio de instrumentos simples e de baixo custo. Depois de identificada, é possível descobrir se a espécie está ameaçada de extinção, se pode ser comercializada no Brasil e no exterior, onde pode ser encontrada no país, entre outras informações. Em fevereiro, o sistema está sendo testado por órgãos de fiscalização e institutos de pesquisa.

Depois desse período, ele será finalizado e distribuído em CD-ROM e, a partir do segundo semestre de 2010, o sistema estará disponível na internet. Os principais beneficiários do sistema Madeiras Comerciais do Brasil devem ser a Polícia Federal e o Ibama, que têm recebido treinamento do LPF para identificação de madeiras. O sistema também será especialmente útil na fiscalização do transporte de madeira ilegal, já que uma fraude comum é declarar o nome de uma espécie na nota e transportar outra. As indústrias florestais também se beneficiarão com o programa, que facilitará o trabalho dos técnicos responsáveis pelo manejo florestal, mesmo quando estiverem em campo.

 Eles poderão identificar rapidamente se uma espécie encontrada está em extinção ou se está entre as mais comercializadas, pois o sistema pode ser instalado em um computador portátil . Os nomes populares também podem ser usados para auxiliar no reconhecimento das espécies. O Sistema foi elaborado com base no software Delta para catalogar organismos vivos desenvolvido pelos pesquisadores australianos Mike Dallwitz, Tone Paine e Eric Zurcher. Fonte: Serviço Florestal Brasileiro, em SBEF News.

Fonte: Sociedade Brasileira de Silvicultura

Aspectos técnicos e comerciais do sistema de secagem

A secagem da madeira é um dos pontos entre os que causam impactos na produção e comercialização deste produto de grande relevância para economia e imprescindível na construção civil, no setor moveleiro e em outros segmentos. Mesmo com os avanços tecnológicos, na prática a secagem ainda encontra pontos críticos que trazem problemas constantes aos madeireiros. Necessário se faz debater o assunto e avaliar novos conceitos que tragam evolução ao setor.

O desafio na secagem de madeira é retirar a sua umidade de forma adequada e em índices específicos para a sua conservação e utilização. O processo não deve causar impactos que possam agredir a estrutura e a natureza das árvores, acarretando grandes variações na madeira , provocando defeitos e prejudicando o valor final . Realizar uma boa secagem significa promover a melhor drenagem para manter a estabilidade dimensional do substrato e obter qualidade de maneira produtiva.

Para a equipe da Ghandehr, empresa que desenvolveu a tecnologia para tratamento de madeira por microondas e desenvolveu um sistema de secagem para utilização complementar nas estufas convencionais, os equipamentos para secagem artificial atualmente no mercado estão, em geral, baseados em projetos antigos, com tecnologia superada, operações inadequadas e procedimentos empíricos.

O engenheiro Oscar Gandofi, diretor técnico da Ghandehr e responsável pelo desenvolvimento do novo sistema, destaca as propriedades das microondas e a composição química da madeira para demonstrar as principais vantagens deste novo sistema de secagem.

Entre as características da ação das microondas, uma delas é o aquecimento do substrato de dentro para fora, o que gera o calor diretamente no núcleo da madeira. É um processo rápido e com possibilidades de ajustes de potência. A aplicação das microondas ocorre de forma homogênea, não havendo perda de energia para o ambiente. Uma propriedade importante da ação das microondas é a provocação do momento dipolo. É um fenômeno que age nas moléculas de um substrato e promove a inversão frequencial de polaridade. Isto significa a troca, alternadamente e a grandes velocidades, de sinais dos ions positivos e negativos dos componentes da madeira. Ocorrem, então, o alinhamento da estrutura lenhosa, o atrito entre as moléculas e o calor interno. Cria-se pressão osmótica, agindo como se fosse um êmbolo interno empurrando a água para a periferia. Estes fatores contribuem fortemente para a expulsão da água interna das fibras da madeira para a superfície, facilitando a drenagem e, assim, o processo de secagem. Resultado:melhor qualidade, menos perda de madeira.

Pode-se afirmar que o sistema promove grande estabilidade da madeira, reduzindo em até 80% os problemas de trincas e empenos. Há também eliminação de fungos, bactérias e insetos e maior retenção dos preservativos. Alem disto, o sistema permite a redução do custo de energia elétrica em até 42%".

Origem
Apesar de ser tecnologia relativamente recente no Brasil, o conceito inicial de uso das microondas não é tão novo. Desde a sua descoberta, os cientistas procuram aplicações para a área industrial das microondas. Processos como imobilização enzimática (em cereais), secagem, descongelamento e cozimento de alimentos, esterilização de frutas e equipamentos, cura de resinas sintéticas e outras aplicações estão sendo desenvolvidas nos últimos 50 anos. A secagem de madeira por microondas já é realizada em países da Europa, na Austrália e na Malásia. A Ghandehr desenvolveu o “Wawdry System” para tratamento e secagem, que está em aplicação no Brasil. A empresa considera que o maior desafio foi confeccionar um equipamento de alta produtividade com custos bem menores que aqueles de outros países.

Mesmo com todas as vantagens apontadas e constatadas por madeireiras que já implantaram o sistema, a secagem por microondas ainda não é muito conhecida pelos empresários do setor. Tecnologia nova, com novos procedimentos, pede mudanças de conceitos para a sua implantação. Uma das dúvidas mais freqüentes é se o sistema modifica as propriedades da madeira. A resposta é sim e as modificações são benéficas, pois o alinhamento das fibras ocasionado pela ação das microondas facilita o fluxo da água entre as fibras, agilizando a secagem, e simplifica a aplicação dos preservativos. Também é favorável na colagem de estruturas, pela maior ancoragem dos produtos aplicados. Outra questão bastante freqüente é quanto à segurança do equipamento e das operações. Segundo a empresa, este aspecto também foi levado a sério desde a elaboração do projeto dos componentes e do equipamento, até a sua construção, a instalação na fábrica do cliente e mesmo no treinamento que é dado aos operadores. Os equipamentos têm vários dispositivos que eliminam todos os riscos. O sistema da Ghandehr em funcionamento traz vantagens em sua implantação para todas espécies de madeira nativas.

*Texto elaborado a partir de artigo da Revista Referência, edição Setembro 2005, que relatou a palestra do Engenheiro Oscar Gandolfi no IBRAMEM - Instituto Brasileiro da Madeira e Estrutura de Madeira, da Escola de Engenharia de São Carlos /USP, em Agosto 2005. in: ghandehr.com.br


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