O crescimento das árvores ocorre em dois sentidos: altura e diâmetro.
Na ponta dos ramos e também na ponta das raízes, há um tecido vivo
denominado meristema: um tipo especial de células que se multiplicam
estimuladas por hormônios vegetais (entre eles a auxina e a
giberelina). Os hormônios são transportados para os meristemas e estes
dividem-se originando novas folhas e galhos, na parte aérea da planta
e, sob a terra, expandem as raizes. É através deste processo que a
árvore e qualquer outra planta cresce em altura e, por vezes, chega a
alcançar mais de cem metros. O crescimento em altura é denominado
crescimento primário ou crescimento apical.
Para crescer em diâmetro, é necessário um outro sistema. Ao redor do
tronco das árvores, há uma fina camada de células, na parte interna da
casca, entre o floema e o xilema, conhecida por CÂMBIO.
O câmbio também é um tecido meristemático, que sob a ação de hormônios
é estimulado a dividir-se em camadas tanto em direção à casca como em
direção ao centro do tronco. As células que são formadas em direção a
casca irão compor o floema e as que estão em direção ao interior do
caule irão compor o xilema. Isto faz com que, em geral, a cada ano uma
nova camada de células seja depositada ao redor do tronco, aumentando
seu diâmetro. Se considerarmos que a produção de células dá-se no
perímetro do caule, a árvore aumenta em diâmetro “de fora para dentro”.
Este é o crescimento secundário.